16. O SILÊNCIO COMO CAMPO DE CONSCIÊNCIA
SEGUNDO CICLO
TEXTO 2
Não é o acúmulo de palavras que aprofunda o ser.
É o espaço que se abre entre elas.
Após atravessar um ciclo de compreensão,
a consciência naturalmente se recolhe.
Esse recolhimento não é recuo.
É maturação.
O silêncio que surge não é ausência.
Ele é um campo vivo, perceptivo, lúcido.
No silêncio, a mente deixa de disputar atenção.
O corpo desacelera.
A energia encontra eixo.
Muitos temem esse estado,
pois ele não oferece estímulo.
Mas é exatamente aí que a verdade se estabiliza.
O silêncio não exige fé.
Ele exige presença.
Quando permanecemos nele,
percebemos que não somos o fluxo de pensamentos,
nem as emoções transitórias,
nem as narrativas espirituais que adotamos.
Somos o espaço que as contém.
Este segundo ciclo não pedirá esforço.
Pedirá honestidade interna.
Não haverá técnicas complexas,
nem promessas de elevação.
Haverá apenas a escuta do que já está vivo em você.
Se, ao ler estas linhas,
sentires um alívio suave,
um abrandamento natural,
ou um repouso sem causa,
então estás no limiar correto.
LUZ E VIDA
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